Os prefeitos de Nova Santa Rita, Francisco Brandão, e de Portão, Elói Besson, entregaram semana passada ao secretário estadual de Infraestrutura e Logística, Beto Albuquerque, os decretos que tornaram de utilidade pública a área dos dois municípios para a construção do futuro aeroporto da região Metropolitana.
A área proposta para o empreendimento, com 1,6 mil hectares, fica localizada entre os dois municípios, ao lado da BR 386 e da futura BR 448 (Rodovia do Parque). "Poderá ser um aeroporto público, privado ou ainda uma parceria público-privada. Este é um aeroporto que interessa à Infraero", afirmou o secretário.
segunda-feira, 12 de setembro de 2011
BR-448 preocupa moradores de Nova Santa Rita
Atendendo uma preocupação local com possíveis alagamentos no bairro Berto Círio e Comunidade Pedreira, os vereadores Daniel Hoffmann, Marli Pires dos Santos e Édio Bilhalva reuniram-se com o supervisor do Dnit, engenheiro Carlos Adalberto Pitta Pinheiro, na manhã de segunda-feira, dia 5 de setembro. Os parlamentares integram comissão especial criada para acompanhar as obras da BR-448, a Rodovia do Parque.
Édio, que preside a comissão, comentou que a comunidade o procurou, preocupada com a enchente ocorrida em agosto. Segundo o vereador, desde o início das obras da nova estrada, as águas subiram mais que o normal. O problema foi mais intenso nas ruas da Igreja e Veneza e no Beco do Miguel. "Gostaria de saber se foi feito algum estudo para evitar a BR vire um dique", pediu Édio.
Marli Pires lembrou que a água, que antes tinha vazão para o lado da rua Curitiba, no bairro Mathias Velho, em Canoas, agora fica acumulada entre a rodovia em construção e a divisa de Nova Santa Rita. O presidente da Câmara, Daniel Hoffmann, explicou que a população procura o Legislativo quando não sabe a quem recorrer. "Viemos aqui para tentar esclarecer a situação e levar esta informação aos moradores."
O engenheiro Pitta não vê influência e comentou que, a princípio, a estrada não teria muita influência na vazão da água. Ele irá verificar a situação e estudar se o alagamento não foi um evento extraordinário. Pitta Pinheiro sugeriu que a Câmara elabore um documento oficial, apresentando a situação ao departamento para que sejam tomadas as providências necessárias.
O Lote 2, que compreende da interseção da BR-386, em Canoas, até o bairro Mato Grande, é responsável pela construção de 5,3 quilômetros da BR-448. Quando concluída, a estrada a partir deste ponto contará com duas pistas com três faixas de rolamento cada.
Édio, que preside a comissão, comentou que a comunidade o procurou, preocupada com a enchente ocorrida em agosto. Segundo o vereador, desde o início das obras da nova estrada, as águas subiram mais que o normal. O problema foi mais intenso nas ruas da Igreja e Veneza e no Beco do Miguel. "Gostaria de saber se foi feito algum estudo para evitar a BR vire um dique", pediu Édio.
Marli Pires lembrou que a água, que antes tinha vazão para o lado da rua Curitiba, no bairro Mathias Velho, em Canoas, agora fica acumulada entre a rodovia em construção e a divisa de Nova Santa Rita. O presidente da Câmara, Daniel Hoffmann, explicou que a população procura o Legislativo quando não sabe a quem recorrer. "Viemos aqui para tentar esclarecer a situação e levar esta informação aos moradores."
O engenheiro Pitta não vê influência e comentou que, a princípio, a estrada não teria muita influência na vazão da água. Ele irá verificar a situação e estudar se o alagamento não foi um evento extraordinário. Pitta Pinheiro sugeriu que a Câmara elabore um documento oficial, apresentando a situação ao departamento para que sejam tomadas as providências necessárias.
O Lote 2, que compreende da interseção da BR-386, em Canoas, até o bairro Mato Grande, é responsável pela construção de 5,3 quilômetros da BR-448. Quando concluída, a estrada a partir deste ponto contará com duas pistas com três faixas de rolamento cada.
O passado: usos e abuso
Na edição deste domingo (04/09), o jornal Zero Hora publicou lado a lado um texto do jornalista Flávio Tavares e um do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. O último, depois de lamentar-se da agenda sobrecarregada, como a dizer que está longe de aposentar-se da esfera pública apesar de estar “ficando cansado de argumentar”, declara que gostaria de escrever como um cronista pois este “pode divagar” e não como um articulista de quem se exige uma lógica argumentativa capaz de fundamentar seus pontos de vista.
Dito isso, sob o título “Crônica de um tempo difícil”, FHC pôs-se a divagar sobre as razões de Estado que levou-o a socorrer os bancos privados através do Proer, apresentado em um passe de mágica qual uma punição aos “banqueiros audaciosos”, e a incentivar a privatização de bancos públicos. Dá a entender que os Estados Unidos e a Europa deveriam seguir o mesmo caminho hoje para sair da crise em que se meteram.
Conclui a mistificadora auto-avaliação de seu governo (neoliberal), em que mostra-se retrospectivamente “contra a desregulamentação” (dos mercados) e os “apertos fiscais” (que aprofundaram as desigualdades sociais), colocando-se favorável à “bandeira da moralização” para atacar “as forças da corrupção que estão mais enraizadas no poder do que parece”. Acrescenta que “sem tática, persistência e visão de futuro, será difícil barrá-las”. Sobre a Reforma Política e Eleitoral, instrumentos concretos para introduzir a ética na política, nenhuma palavra. Compreende-se: a opção do prócer tucano foi pela idiossincrasia pessoal de um
cronista com uma retórica aparentemente despreocupada com soluções efetivas e duradouras para os
males que aponta.
Já o jornalista e escritor Flávio Tavares, ao discorrer sobre a “Legalidade”, produziu igualmente uma crônica com grande carga de subjetividade. Como FHC, utilizou-se do passado para dar pretensas lições ao presente. A diferença é que se o primeiro maquilou o passado, o segundo instrumentalizou-o para atacar o presente. Com o agravante do anacronismo ao comparar de forma abstrata épocas diferentes, a saber, o período heróico de 1961 marcado pelo Movimento da Legalidade no Rio Grande do Sul e o período atual, de normalização do funcionamento das instituições do país.
Para enaltecer então a coragem e a fibra cívicas do governador Brizola, ontem, o escriba lançou uma desqualificação gratuita sobre “o governador Tarso Genro (de quem se esperava muito)” e sobre a disposição de luta das gerações de agora, duvidando que houvesse tamanha mobilização popular na contemporaneidade. Esqueceu que, se o Movimento pela Legalidade garantiu a posse de um presidente da República, a população brasileira anos depois teve energia suficiente para ir às ruas exigindo o impeachment de outro. Só um rancor ideológico ou geracional pode justificar suas invectivas impressas.
Quanto a nós, preferimos homenagear o Movimento pela Legalidade de forma positiva, sugerindo que a presidenta Dilma Roussef dê o nome de “Presidente João Goulart” à ponte que ligará Porto Alegre a Canoas, na BR-448, a Rodovia do Parque. Para valorizar a luta pela democracia travada pelo povo gaúcho e seus representantes eleitos no passado não é preciso desdenhar as conquistas democráticas do presente.
Parafraseando a máxima filosófica de Ortega y Gasset: somos sempre nós e as nossas circunstâncias. Ronaldo Zulke
Dito isso, sob o título “Crônica de um tempo difícil”, FHC pôs-se a divagar sobre as razões de Estado que levou-o a socorrer os bancos privados através do Proer, apresentado em um passe de mágica qual uma punição aos “banqueiros audaciosos”, e a incentivar a privatização de bancos públicos. Dá a entender que os Estados Unidos e a Europa deveriam seguir o mesmo caminho hoje para sair da crise em que se meteram.
Conclui a mistificadora auto-avaliação de seu governo (neoliberal), em que mostra-se retrospectivamente “contra a desregulamentação” (dos mercados) e os “apertos fiscais” (que aprofundaram as desigualdades sociais), colocando-se favorável à “bandeira da moralização” para atacar “as forças da corrupção que estão mais enraizadas no poder do que parece”. Acrescenta que “sem tática, persistência e visão de futuro, será difícil barrá-las”. Sobre a Reforma Política e Eleitoral, instrumentos concretos para introduzir a ética na política, nenhuma palavra. Compreende-se: a opção do prócer tucano foi pela idiossincrasia pessoal de um
cronista com uma retórica aparentemente despreocupada com soluções efetivas e duradouras para os
males que aponta.
Já o jornalista e escritor Flávio Tavares, ao discorrer sobre a “Legalidade”, produziu igualmente uma crônica com grande carga de subjetividade. Como FHC, utilizou-se do passado para dar pretensas lições ao presente. A diferença é que se o primeiro maquilou o passado, o segundo instrumentalizou-o para atacar o presente. Com o agravante do anacronismo ao comparar de forma abstrata épocas diferentes, a saber, o período heróico de 1961 marcado pelo Movimento da Legalidade no Rio Grande do Sul e o período atual, de normalização do funcionamento das instituições do país.
Para enaltecer então a coragem e a fibra cívicas do governador Brizola, ontem, o escriba lançou uma desqualificação gratuita sobre “o governador Tarso Genro (de quem se esperava muito)” e sobre a disposição de luta das gerações de agora, duvidando que houvesse tamanha mobilização popular na contemporaneidade. Esqueceu que, se o Movimento pela Legalidade garantiu a posse de um presidente da República, a população brasileira anos depois teve energia suficiente para ir às ruas exigindo o impeachment de outro. Só um rancor ideológico ou geracional pode justificar suas invectivas impressas.
Quanto a nós, preferimos homenagear o Movimento pela Legalidade de forma positiva, sugerindo que a presidenta Dilma Roussef dê o nome de “Presidente João Goulart” à ponte que ligará Porto Alegre a Canoas, na BR-448, a Rodovia do Parque. Para valorizar a luta pela democracia travada pelo povo gaúcho e seus representantes eleitos no passado não é preciso desdenhar as conquistas democráticas do presente.
Parafraseando a máxima filosófica de Ortega y Gasset: somos sempre nós e as nossas circunstâncias. Ronaldo Zulke
Visita obras Trensurb São Leopoldo
O deputado federal Ronaldo Zulke (PT) acompanhou o prefeito de São Leopoldo, Ary Vanazzi, durante visita às obras de extensão do Trensurb (Estação Rio dos Sinos/trecho3) nesta segunda-feira (12).
segunda-feira, 5 de setembro de 2011
Audiência pública esclarece sobre desapropriações na Rodovia do Parque
O Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejuscon) da Justiça Federal do RS promoveu em Canoas (31/8), mais uma audiência pública para esclarecimentos sobre as desapropriações na área onde será construída a BR 448 – Rodovia do Parque. O evento reuniu Judiciário, proprietários das terrenos e órgãos públicos envolvidos na obra, como o DNIT, com objetivo de trocar informações e dirimir dúvidas em relação aos novos mutirões de conciliação que devem ocorrer a partir do próximo mês. A audiência ocorreu na Sala do Tribunal do Júri do Fórum de Canoas e teve a participação de mais de 100 pessoas.
Em outubro do ano passado, no primeiro mutirão realizado, foram fechados acordos em 100% dos 75
processos negociados, com o pagamento de mais de R$ 40 milhões em indenizações. Para concluir o
mutirão da Rodovia do Parque, restam ainda 70 processos de desapropriação. Na próxima rodada, que será realizada entre os dias 12 e 15 de setembro, 35 processos estarão na mesa de negociações.
A conciliação tem sido usada pela Justiça Federal do RS com bastante êxito nos processos de
desapropriação para construção de rodovias federais. Além de ser mais ágil e menos burocrático do que o procedimento tradicional, o método permite às partes negociar um resultado que seja satisfatório para ambas. A técnica já foi utilizada no caso da duplicação da BR 101 no estado, quando as audiências realizadas nas cidades de Osório e Torres solucionaram mais de 90% dos processos e permitiram a conclusão da obra.
Em outubro do ano passado, no primeiro mutirão realizado, foram fechados acordos em 100% dos 75
processos negociados, com o pagamento de mais de R$ 40 milhões em indenizações. Para concluir o
mutirão da Rodovia do Parque, restam ainda 70 processos de desapropriação. Na próxima rodada, que será realizada entre os dias 12 e 15 de setembro, 35 processos estarão na mesa de negociações.
A conciliação tem sido usada pela Justiça Federal do RS com bastante êxito nos processos de
desapropriação para construção de rodovias federais. Além de ser mais ágil e menos burocrático do que o procedimento tradicional, o método permite às partes negociar um resultado que seja satisfatório para ambas. A técnica já foi utilizada no caso da duplicação da BR 101 no estado, quando as audiências realizadas nas cidades de Osório e Torres solucionaram mais de 90% dos processos e permitiram a conclusão da obra.
Acidente na alça de acesso da RS-239 para a BR 116
Uma carreta tombou em uma das alças de acesso da RS-239 para a BR-116 em Estância Velha. O acidente aconteceu por volta das 2 horas desta quinta-feira, próximo ao viaduto de acesso à cidade. O motorista Pedro Amorin da Silva, de 51 anos, pretendia ingressar na 116, para seguir em direção à Novo Hamburgo, quando perdeu o controle do veículo e tombou. O motorista, que ficou preso às ferragens, foi retirado do caminhão por volta das 5h30 e em seguida encaminhado ao Hospital Municipal de Novo Hamburgo.
O trânsito na BR-116, no sentido interior-capital, foi desviado pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) no início da manhã, mas já foi liberado.
O trânsito na BR-116, no sentido interior-capital, foi desviado pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) no início da manhã, mas já foi liberado.
Caminhão tomba e congestiona lateral da BR-116 em Canoas
Um caminhão tombou na Avenida Getúlio Vargas, via que costeia a BR-116 em Canoas, por volta do meio-dia desta segunda-feira. O motorista entregava pão no sentido interior-Capital quando um carro cortou a frente do veículo e o condutor acabou perdendo o controle. Ninguém ficou ferido.
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